sábado, 14 de maio de 2011

Ex-vagabundo

Tanto quero quanto faço
Quero tanto, tanto quanto amo
Amo tanto que não sei
Não sei mais o que faço
Quanto tanto, o quanto eu quero, o quanto eu faço
Como eu amo
Teu retrato me faz calmo
Fonte que inspira
Alegra a minha alma
Alivia a minha dor
Só quem ama sabe o que é Roma
Coração pacato, insensato
Um ex-vagabundo

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Sem querer

Não sei como nem por que
Mas me sinto uma pedra por isso
Se eu te magoei foi sem querer
Perdoa?
Não guarde mago nem rancor de quem te ama
Digo isso sem querer dizer
Não quero que se sinta assim tão só, tão mal por mim
Minha alma chora por te mandar ir embora
Meu coração sangra a cada lágrima derramada,
A cada esquina virada,
A cada vez que vira as costas
Meu mundo desaba num rio interno e intenso de lágrimas
Eu tenho os meus motivos
Não quero outro amor que não seja o teu
Pois não vivo sem você
Te quero só pra mim
E quero ser só teu por toda vida

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010


Amigos, amores
senhoras e senhores
idéias surgem na madrugada
escrevendo no escuro
idéias semi-apagadas
a única luz que se vê
são os flashes dos pisca-piscas
que em seqüências variadas
vem iluminar a calada
desconcentrando e iluminando
refletida num copo com estrelas
no mármore da velha mesa de vidro
só ano que vem
não as verei mais
não adianta chorar
como meus pensamentos
em breve voltará
e iluminará
minhas idéias de novo

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

quem sabe um dia eu pare de pensar?
quem sabe um dia eu pare de sorrir?
quem sabe um dia eu perca o equilíbrio
e me afogue num mar infinito?

não posso mais deixar pra amanhã
não tem porque
e se amanhã não chegar?
quem irá me estender à mão?
quem irá me resgatar?

só me resta à saudade
vou levar comigo
e a partir desse momento
a presença maior na minha vida
será a tua ausência

só não quero deixar de amar
assim encontro motivo
pra voltar a pensar, sorrir e me equilibrar

terça-feira, 9 de novembro de 2010

vou fechar os olhos quando não devo
talvez por medo,
talvez seja só o sono
vejo a aflição estampada em cada rosto, em cada olhar
uma angustia coletiva
todos no aguardo do dia
que na verdade, ninguém quer ver chegar
e que chega logo
até parece que o futuro tem pressa do presente
no começo aquele papo furado
mas o desespero não demora pra chegar
demora não!
agora é diferente
tememos a resposta
e esperamos a mesma e tranqüila
pra aliviar toda essa tensão
e poder abrir os olhos de novo

domingo, 7 de novembro de 2010

É!
todo o vazio do mundo parece estar aqui comigo agora
mas que breve solidão
manhã cinzenta e fria
e eu aqui, aflito e só sem você perto de mim
o tempo só pode me fazer esperar
pra noite chegar e acabar com toda essa amargura
talvez só amanhã!
quem sabe?
bateu forte a vontade de fechar os olhos
clareia a minha cabeça durante meu sono
pra que eu possa acordar com simples e boas idéias,
sobre tudo, ou nada
vou acordar de manha, pra esperar a van
embora comigo que eu te levo pro meu aconchego
pode vir sem medo meu bem
solidão vai embora agora.